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a definição de alegria

Por Kay Warren, em Escolha a alegria


Por que relutamos tanto em acreditar que a alegria pode ser uma realidade? Consigo pensar em diversas razões possíveis.

A primeira é que a maioria de nós não possui modelos de alegria. Não conhecemos muitas pessoas que tenham preenchido a lacuna entre sua experiência de vida e o que as Escrituras ensinam. A maior parte das pessoas para quem olhamos está nadando, assim como nós, nas águas profundas da escassez de alegria.

Você se considera capaz de dar nome a duas pessoas que vivem uma vida de alegria da maneira que a Bíblia descreve? Algumas de vocês vão erguer as mãos de imediato e dizer: “Com certeza! Eu conheço milhares de pessoas que são alegres!”. Não me refiro a pessoas que apenas são naturalmente extrovertidas, sorriem e dão muitas gargalhadas. Refiro-me a homens e mulheres que encarnam o tipo de resposta às provações citado em Tiago 1: aqueles que as consideram uma oportunidade de experimentar grande alegria. Isso talvez mude o número de pessoas alegres que você pensa conhecer. Então, vamos em frente. Consegue pensar em cinco pessoas? E que tal dez? (Estou me sentindo como Abraão, negociando com Deus para salvar Sodoma e Gomorra!) Falando sério, duvido que muitas de vocês possam, sinceramente, dar o nome de dez pessoas que vivam uma vida alegre. Alguns anos atrás, tentei montar uma lista com as pessoas que encarnam o que significa viver com alegria. Por fim, pensei em duas pessoas; uma delas havia morrido, e a outra não era eu! Sem modelos a seguir, estamos diante da tarefa assustadora de descobrir o que significa viver com alegria.

Outra razão pela qual hesitamos em acreditar que a alegria está ao nosso alcance é que, ao examinarmos nossa vida, vemos como estamos longe de reagir considerando as lutas “motivo de grande alegria”. Dizemos a nós mesmos: “Um dia desses vou atrás da alegria, mas não hoje. Quer dizer, se ela cair no meu colo, ótimo. Mas terminar o dia de hoje já me deixaria feliz. De verdade, ficaria emocionada só por ter uma boa noite de sono! Esse papo de alegria me dá uma canseira enorme”.

Assim, com base no fato de que não temos um modelo de alegria e de que nossa experiência de vida não condiz com o que lemos na Bíblia, muitas de nós concluem que a alegria não vai aparecer. Se aparecer, será uma surpresa total. Não será algo que possamos controlar.

É por isso que nossa definição de alegria é fundamental. Se essa definição for inadequada, pode-se erroneamente presumir que alegria e felicidade são sinônimos e que ter sentimentos felizes implica que somos alegres — ou que a falta deles significa que não temos alegria. Passamos o dia num parque de diversões, ou participamos de um evento esportivo, ou temos férias fantásticas, e concluímos que os sentimentos felizes que experimentamos equivalem à alegria; ou observamos uma mulher que parece sempre animada e otimista e achamos que ela tem alegria.

Não necessariamente. Você não pode examinar o coração dela. Não pode examinar a vida dela para saber como reage quando os momentos difíceis aparecem. Tudo o que vê é a face que ela apresenta ao mundo, e está concluindo que aquilo é alegria.

Mas se a alegria não é uma sensação tenra e difusa, ou um sorriso no rosto, e não é dependente das circunstâncias, o que é?

Alguns anos atrás, li uma citação de Paul Sailhamer que disse que a alegria vem de saber que Deus está no controle de nossa vida. Gostei bastante da frase, mas queria mais palavras sobre o assunto, a fim de expressar de forma adequada o que acredito que as Escrituras ensinam sobre como viver uma vida alegre. Escrevi uma definição de alegria e a memorizei, de modo que, nos momentos em que me sinto trêmula, possa lembrar a mim mesma esta verdade poderosa: a alegria é a firme certeza de que Deus está no controle de todos os detalhes de minha vida, a serena confiança de que, no final, tudo vai dar certo, e a obstinada escolha de louvar a Deus em todas as coisas.

Entendeu? A alegria é uma firme convicção sobre Deus. É uma confiança tranquila em Deus. Uma opção imutável de dar meu louvor a Deus.

Sei quão profundamente a minha vida muda conforme desenvolvo uma certeza firmada sobre Deus e sua bondade. Minha confiança em Deus cresce à medida que creio que ele está trabalhando nos bastidores para ajustar todos os detalhes de minha vida a seu plano bom. E minha determinação de dar meu louvor a Deus me conduz lentamente à alegria que sempre desejei. Quero que o mesmo aconteça com você!

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quatro dicas para ler a bíblia

Por J. I. Packer em trecho Bíblia de estudo desafios de todo homem


 

Uma: antes de abrir sua Bíblia, lembre-se de que você está na presença de Deus. Lembre a si mesmo que ele é o principal autor das Escrituras e que você está em busca da proximidade que esperaria ter se estivesse abrindo uma carta de alguém que se importa com você. Lembre-se disso e pense nisso intencionalmente antes de fazer qualquer outra coisa. Então, peça a Deus que fale com você e abra-se para ouvi-lo enquanto lê.

Duas: […] você deve ler a Bíblia inteira, e lê-la regularmente. Todos nós devemos nos familiarizar com o panorama completo das Escrituras e continuar lendo para trás e para a frente. Creio que algo como quatro capítulos por dia é um bom plano. Isso faz que você leia a Bíblia inteira em cerca de um ano.

Três: concentre-se particularmente nos livros mais ricos. Isso é bem diferente do ponto dois. Há alguns livros da Bíblia que, por serem palavras de Deus a seu povo, têm conteúdo vitamínico mais rico do que outros. Os quatro evangelhos, nos quais você vê o Senhor em ação […] são os livros mais preciosos do mundo. Trata-se de livros da Bíblia que devem ser lidos com mais frequência do que quaisquer outros. Também penso que o Saltério deva ser lido regularmente, um ou dois salmos por dia, no mínimo. (Considere o salmo 119 um conjunto de 22 salmos de oito versículos cada para esse fim.) […] Você deve tentar encontrar no Saltério a condição do coração que se encaixa em sua experiência interior e se apropriar dela dia a dia. […] Não se desanime se você achar que fatores como exuberância, intensidade, mudanças repentinas de tema e total falta de inibição por parte dos salmistas são demais para você num primeiro momento. Aqueles homens tinham mais consciência de si mesmos e de Deus do que a maioria de nós, e é preciso tempo para ficarmos em pé de igualdade com eles […]

Quatro: demore-se mais naqueles livros que falem a você de maneira especial. Um dos livros que passei a considerar maravilhosamente enriquecedor para ser lido repetidas vezes é a carta de Paulo aos Romanos. A maneira de Paulo fechar suas ideias é um modelo de como deve ser um estudo sistemático da atividade salvadora de Deus. Está tudo ali. O bispo de Antioquia no século 5, João Crisóstomo, pedia que, uma vez por semana, uma pessoa lesse a carta aos Romanos em voz alta para ele. Entendo a razão disso.

Vamos repetir para efeito de fixação.

Um: entre humildemente na presença de Deus.

Dois: leia a Bíblia toda, de maneira geral.

Três: concentre-se nos livros mais ricos — entre os quais, considero de importância especial os evangelhos e Salmos.

Quatro: demore-se mais nos livros que lhe falem mais em termos individuais.

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a loucura dos evangélicos

Por Augustus Nicodemus Lopes em O ateísmo cristão e outras ameaças à Igreja


O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18,21,23; 2:14; 3:19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava a palavra da cruz (At 26:24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estoicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (At 17:18-32).

O evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há do que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos, e não como assassinos, ladrões, malfeitores ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pe 4:15-16).

Nessa mesma linha, a certa altura da carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo pede que eles evitem parecer loucos: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?” (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamassem de loucos, a não ser pela pregação da cruz.

Infelizmente, os evangélicos — ou uma parte deles — não deram ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer mais loucos do que já nos consideram. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas que acabamos dando aos inimigos de Cristo um chicote para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não porque pregamos Cristo crucificado, mas pelas sandices, tolices e bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

O que vocês acham que o mundo pensa de um pregador que diz ter tido uma visão na qual galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo-lhe uma revelação profética?! Podemos dizer que o constrangimento que isso provoca é resultado da pregação da cruz? Ou, ainda, o “pastor pião”, que, depois de falar em línguas e profetizar, rodopia como resultado da unção de Deus?! Ou, ainda, a “unção do leão”, supostamente recebida da parte de Deus durante um show gospel, que faz a pessoa andar de quatro no palco como um animal selvagem?!

Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da jumenta de Balaão e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas a diferença é que a jumenta falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época, faltavam profetas — Deus só tinha uma jumenta para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação, mas não me parece que é o caso.

Sei que Deus mandou profetas andarem nus, profetizar e fazer coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestir de peles de animais. Tudo isso fazia sentido naquela época, quando a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e os profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo nenhuma semelhança entre o pastor pião e a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).

Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do evangelho, e não o fruto de nossa insensatez.

Eu não me envergonho da loucura do evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam evangélicos.

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Espetacular do ponto de vista cinematográfico, mas repleta de conjecturas e adições ao Texto Sagrado, obra relata a história de Moisés e a libertação do povo hebreu.

erros bíblicos no filme êxodos

Por Assessoria de Comunicação


Ler e estudar a Bíblia, a Palavra de Deus, deve ser prática regular na vida de todo aquele que deseja conhecer as bases de sua fé e viver de forma correta os preceitos que o Criador estabeleceu para a humanidade. Tal conhecimento, também, permite que o fiel possa identificar conceitos errôneos que lhe são transmitidos, seja por modismos ou heresias, e responder de maneira amável e respeitosa a qualquer que lhe pedir a razão da fé que possui. (1 Pe 3.15). De fato, o livro de Atos registra um elogio ao povo de Bereia que “examinaram dia a dia as Escrituras, para conferir as declarações de Paulo e Silas, a fim de ver se tudo o que diziam era verdade.” (Atos 17.11, NBV). “O erro de vocês é causado pela sua ignorância das Escrituras e do poder de Deus!”, disse Jesus no Evangelho de Mateus 22.29.

Quem tem intimidade com o texto Bíblico, ao assistir o filme Êxodo: Deuses e Reis, logo percebe que a narrativa produzida por Ridley Scott, inglês, diretor e produtor de cinema, traz uma série de conteúdos que não estão de acordo com os registros do Livro Sagrado. De Deus personificado na forma de uma criança a um quase afogamento de Moisés após o fechamento do Mar. Na supressão de alguns acontecimentos importantes ou na construção de um personagem com traços confusos em sua personalidade e experiência transcendental, as adaptações, conjecturas e invenções do diretor, de certa forma, tiraram a emoção da real história narrada na Bíblia.

Do ponto de vista cinematográfico, no entanto, a obra tem muitas qualidades: elenco impecável, com destaque para as atuações de Christian Bale, que interpretou Moisés, e Joel Edgerton, que atuou como Ramsés, bela composição de figurino e fotografia. Os efeitos especiais conjugados com a trilha de tirar o fôlego e os cenários eloquentes complementam o espetáculo de som e imagem, fazendo das mais de duas horas de filme uma sequência dinâmica que captura a atenção e a curiosidade.

É preciso ter em mente que o discurso cinematográfico muitas vezes esbarra em anacronismos (remeter ao passado elementos que não estão de acordo com a época em questão) ou na difusão de concepções que não condizem com a historiografia. Ambiente de livre criação e aberto a interpretações que nem sempre respeitam a essência dos documentos históricos, o cinema é propício à ficção, às releituras, às influências de variados matizes para chegar a uma determinada narrativa. É uma característica dessa arte.

Sabendo isso, ao ver produções que trazem adaptações dos textos bíblicos, o espectador pode desfrutar do entretenimento e da produção artística, sabendo que tal conteúdo não deve ser considerado como regra de fé.

A verdadeira história sobre Moisés está narrada na Bíblia Sagrada, no livro de Êxodo.

Você sabia?

Parte da missão da Mundo Cristão é produzir livros que estejam de acordo com a teologia cristã, histórica e equilibrada, e por isso possui um alto rigor editorial. Parte de seu portfólio de produtos, a Série: Heróis da Fé traz uma coleção de livros que relatam a vida e ensinamentos de grandes personagens bíblicos, entre eles Moisés, José, Davi, Elias, entre outros. Clique aqui e confira!

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