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o-que-podemos-esperar-de-deus-afinalPhilip Yancey

A desilusão com Deus nem sempre surge de uma forma tão marcante. Para mim, ela também aparece inesperadamente nos detalhes corriqueiros da vida diária. Recordo-me de uma noite de inverno; uma noite de um frio gélido e inclemente em Chicago. O vento assobiava, e um misto de neve e chuva caía forte, cobrindo as ruas com uma camada escura e brilhante. Naquela noite o motor de meu carro parou num bairro pouco seguro. Enquanto eu levantava o capô e me debruçava por cima do motor, com aquela chuva e neve açoitando minhas costas como minú̇sculos pedriscos, orei repetidas vezes: “Por favor, ajude-me a fazer funcionar o motor do carro”.

Por mais agitado que eu estivesse, mexendo com fios, mangueiras e cabos, nada disso dava partida no motor. Passei uma hora numa velha lanchonete, aguardando um guincho. Sentado numa cadeira de plástico e com as roupas encharcadas formando uma poça d’água cada vez maior ao meu redor, fiquei imaginando o que Deus pensava do meu infortú̇nio. Eu ia perder um encontro que fora marcado para aquela noite e provavelmente ia desperdiçar muitas horas nos dias seguintes tentando fazer com que alguma oficina especializada em se aproveitar de motoristas desamparados fizesse um serviço honesto e direito. Será que Deus se importava com a minha frustração ou com as minhas energias desperdiçadas ou com o dinheiro perdido?

À semelhança da mulher constrangida diante de sua depressão, sinto vergonha até mesmo de mencionar uma oração assim que não foi 987respondida. Parece algo sem importância e egoísta, talvez até mesmo tolo, orar para que o carro dê partida. Mas descobri que pequenos desapontamentos tendem a se acumular com o passar do tempo. Começo a imaginar se Deus de fato se importa com os detalhes da minha vida, ou se ele se importa comigo. Sou tentado a orar com menos frequência, concluindo antecipadamente que não vai adiantar. Ou vai? Minhas emoções e minha fé oscilam. Quando essas dúvidas se instalam, estou ainda menos preparado para épocas de grandes crises. Uma vizinha está morrendo de câncer; oro diligentemente por ela. Mas, mesmo enquanto oro, fico pensando: pode-se confiar em Deus? Se tantas orações pequenas ficam sem resposta, que dizer das grandes?

As lutas diárias da vida parecem bem distantes das frases otimistas e triunfantes sobre o amor e o interesse pessoal de Deus que ouço às vezes em igrejas evangélicas. Até mesmo a BÌblia parece confundir: contém tanto tragédias quanto triunfos. O que podemos esperar de Deus, afinal?

Certa manhã, num quarto de hotel, liguei a televisão e o rosto gorducho e quadrado de um conhecido evangelista encheu a tela. “Estou com raiva de Deus”, disse, com um olhar furioso. Parecia uma confissão surpreendente vinda de um homem que fizera carreira em cima da ideia de “fé do tamanho da semente de mostarda”. Durante anos tinha pregado que Deus intervém diretamente em favor de seus seguidores. Mas, disse ele, Deus o tinha decepcionado, e ele passou a explicar: Deus lhe dera ordens para que edificasse um grande ministério e, no entanto, o projeto se revelou um desastre financeiro. Agora ele era obrigado a vender propriedades a preço baixo e a reduzir programas. Ele tinha feito sua parte do acordo, mas Deus não.

Algumas semanas depois vi novamente o evangelista na televisão. Dessa vez ele estava transpirando fé e confiança. Inclinou-se em direção à câmera, o rosto enrugado se abrindo num amplo sorriso, e apontou o dedo para um milhão de espectadores. “Algo bom vai acontecer com você nesta semana!” disse, esticando ao máximo a palavra “bom”. Era como um bom vendedor, profundamente convincente. Alguns dias depois, contudo, ouvi pelo noticiário que seu filho havia se suicidado. Não pude deixar de imaginar o que o evangelista disse para Deus naquela semana fatídica.

Aconteceu com pessoas como o televangelista, e com pessoas como as que escreveram cartas, e acontece com cristãos comuns. Primeiro surge o desapontamento, então uma semente de dúvida, depois uma reação confusa de ira ou a sensação de ser traído. Começamos a questionar se Deus é digno de confiança, se de fato podemos confiar a ele as nossas vidas.

Fonte: Decepcionado com Deus

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200356242-001Israel Belo de Azevedo

Muitas pessoas nos dizem:

- Eu sou ansioso.

Nem todas pessoas que admitem a sua ansiedade querem deixar essa condição.

A liberdade se esboça com a sábia descoberta que, por mais que nos dediquemos ou nos arrebentemos, não resolveremos todos os problemas, não venceremos todos os conflitos, não tiraremos nota 10 em todos os quesitos, não satisfaremos todas as expectativas que têm a nossa respeito.

Somos impotentes. Todos são impotentes.

Há outras atitudes. Uma delas é evitar aquelas situações que nos deixam ansiosos, desde que evitá-las não implique em evitar a vida.

Outra é, sabendo-nos amados por Deus, ter certeza que não precisamos provar nada para ele ou para os outros ou para nós mesmos. Os que não confiam em nós continuarão a não confiar, por mais que mostremos nossas virtudes. Os que confiam em nós continuarão a gostar de nós, mesmo que falhemos.

A atitude melhor e mais difícil é confiar em Deus. Tomaremos cuidado, mas é Deus quem nos nos protege. Faremos nossa parte no trabalho, mas é Deus quem fará que tudo se encaixe e o negócio prospere. Procuraremos ser corretos, mas é Deus quem testemunhará a nosso favor.

No meio do caminho, não se desespere por descobrir que você não é tão bom quanto imaginava. Outras pessoas podem fazer o que você faz e, quem sabe, ainda melhor.

Experimente, de vez em quanto, deixar para fazer amanhã o que teria que fazer hoje. No dia seguinte, talvez você se descubra que a tarefa urgente podia esperar.

Fonte: Prazer da Palavra

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o-que-ha-de-errado-com-voces-mulheresKevin Leman

Devo dar crédito a vocês, mulheres. Vocês são incríveis. Conseguem equilibrar seis, sete, oito, nove coisas (ou mais!) ao mesmo tempo, aparentemente com facilidade e sem esforço… pelo menos para nós que estamos do lado de fora, olhando para vocês. E nós, homens? A história é completamente diferente. Trabalhamos duro para conseguir equilibrar no ar uma única bola por vez.

Não é à toa que ficamos maravilhados em sua presença, Mulher Adesivo. Eu a chamo assim porque tudo gruda em você, e todo mundo quer um pedaço de você. O problema é que, a partir do momento em que você começa a distribuir esses pedaços a todo mundo que quer um, o que sobra para você mesma?

Depois de mais de trinta anos como psicólogo e orador, já fiz um bom número de pesquisas sobre as mulheres. Adoro perguntar o que vocês pensam e como se sentem. Veja o que vocês repetidamente me indicaram como principais estressores de sua vida:Acabe_estressepng

1. Seus filhos.
2. Tempo (mais especificamente a falta dele).
3. O homem de sua vida.

O mais interessante, porém, está aqui. Embora 72% de vocês estejam no mercado de trabalho, nenhuma de vocês mencionou o trabalho como um dos três principais estressores. As tarefas de casa, algo que a maioria das mulheres teme, não foram mencionadas. Também não foram citadas as finanças — e os especialistas dizem que todo casal enfrenta dificuldades financeiras em determinado nível. O que há de errado com vocês, mulheres?

Absolutamente nada. É isso o que as torna as criaturas maravilhosas que são. Vocês têm a capacidade de cuidar de outras pessoas e investir na vida delas de maneira bastante altruísta.

Mas vocês também não dão a si mesmas nem um pouco do crédito devido. Tudo o que vocês executam — todas as tarefas corriqueiras que realizam diariamente — faz uma diferença fenomenal na vida de seus filhos, seu marido e tantas outras pessoas.

Contudo, vocês também precisam de algum tempo — uma coisinha especial — apenas para vocês. É disso que trata Acabe com o estresse antes que ele
acabe com você. Este livro lhe proporcionará uma carga extra de energia e lhe dará a certeza de que o que você está fazendo neste instante é profundamente valioso, ainda que não lhe agradeçam por isso. Espero que você seja inspirada e desafiada a mudar suas prioridades, a fazer as escolhas certas para aliviar o estresse presente em sua vida.

Afinal de contas, entre todas as pessoas, você é a que mais merece.

Fonte: Acabe com o estresse antes que ele acabe com você

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o-caminho-da-gracaEd René Kivitz

“As freiras nos ensinaram que existem dois caminhos na vida, o caminho da natureza e o caminho da graça. Você precisa escolher qual deles vai seguir. A graça não procura satisfazer a si própria, ela aceita que a desprezem, que a esqueçam, que não gostem dela, ela aceita ser insultada e ser ferida. A natureza só que satisfazer a si mesma e fazer com que os outros a satisfaçam. Ela gosta de ser livre e que façam a sua vontade. Ela procura razões para ser infeliz quando o mundo todo esta feliz a seu redor e o amor está sorrindo através de todas as coisas. As freiras nos ensinaram que quem ama o caminho da graça jamais tem um fim triste. Eu serei leal a você, aconteça o que tem que acontecer”.

Essas palavras citadas na introdução de Árvore da vida, o deslumbrante filme de Terrence Malick, me colocaram diante de realidades antagônicas: um mundo fechado e um mundo aberto; o caminho inexorável e o caminho passível de surpresas; o determinismo e a possibilidade; o (pré)destino e a liberdade, ou sua irmã, a esperança; o previsível e o inusitado; a confirmação das probabilidades e a reversão dos prognósticos; o fatalismo e o milagre.

Penso que quem acredita que a única estrada por onde o mundo deve e pode caminhar é aquela prevista pelos sentidos da razão, vive no caminho da natureza; quem vive aberto ao mistério, no caminho da graça. Quem deseja uma ordem lógica que a tudo explica, a tudo justifica e tudo faz acontecer na perspectiva do que é justo, vive no caminho da natureza; quem prescinde de lógicas e explicações e está vulnerável a fatos que estão além ou aquém de justificativas justas e coerências racionalistas, vive no caminho da graça.

Evidentemente, não estou dizendo que a graça é irracional, ou que Deus seja incoerente ou injusto. Apenas estou intuindo que o universo é sustentado por um critério que transcende a justiça, a saber, a graça.

Quando me deparo com argumentos do tipo “Deus não pode curar uma criança pelo simples fato de que não cura todas”, sinto meus pés fincados no caminho da natureza: as coisas têm que ser assim porque somente assim fazem sentido, têm lógica, têm critério de justiça. Deus é submetido a “tem que” ou “não pode”, isto é, seu caminho é confundido com o caminho natureza. Por outro lado, quando me deparo com fatos que não podem ser explicados, ainda que não correspondam à equanimidade que espero e gostaria de ver no universo, tenho a estranha sensação de que algo ou alguém que não me deve satisfações – ou cujas explicações estão fora do meu alcance, está agindo no mundo independentemente de mim, do que eu acho, do que eu creio ou do que considero justo.

Toda vez que me surpreendo exigindo explicações e tentando fazer Deus caber nos limites do meu entendimento, ouço o sussurro que me faz crer estar diante de um ídolo. Isso me humilha e me devolve ao estado de criatura. Serve para me lembrar que o universo segue seu curso pelo caminho da graça, e não da natureza. Traz os meus pés para o desconhecido, vulnerável e inexplicável solo da graça e do mistério de Deus. Olho para baixo e não vejo mais o chão. E me dou conta de estar no lugar mais seguro do mundo.

Fonte: Facebook

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