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cris-poli-nao-reprove-cada-atitude-errada-da-crianca
Fonte: Instituto Cris Poli para o Ensino

Cris Poli é autora de Pais responsáveis educam juntos e Pais admiráveis educam pelo exemplo, ambos publicados pela Mundo Cristão.

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a-noite-todos-os-gatos-sao-pardosAugustus Nicodemus

Confesso que no fundo de meu coração tenho medo de um dia vir a afastar-me de Deus e de Sua verdade.

Tenho medo, explico, porque vejo no fundo de meu coração uma tendência constante para afastar-me de Deus. Sinto que a tentação para a heterodoxia e para a liberação total são perigos reais que me cercam diariamente. Vejo com muita clareza que submeter-me às Escrituras e crer em Deus é um milagre na minha vida.

Vi a apostasia acontecer muito de perto ao longo da minha vida. Um famoso professor de Bíblia do Recife, que foi a pessoa que me encaminhou ao seminário, abandonou a fé cristã depois de trair a mulher e abandoná-la com nove filhos. Eu estava no primeiro ano! Três colegas meus de classe, no seminário, entre os mais brilhantes da turma, hoje nem professam mais o cristianismo. Um jovem promissor que chegou ao Evangelho por minha instrumentalidade, e que posteriormente chegou até a estudar no L’Abri, com Francis Schaeffer, renegou o cristianismo histórico. Uma conhecida minha, desde a infância, que é missionária no estrangeiro, acaba de comunicar aos pais que não é mais cristã, depois de começar a viver com um homem casado. Líderes que conheci e admirei e segui durante os primeiros anos de minha vida, não deixaram as denominações evangélicas, mas já não crêem mais naquilo que me ensinaram.

Há advertências constantes nas Escrituras contra a apostasia. Apostatar significa afastar-se da verdade de Deus revelada nas Escrituras, como resultado de uma mudança de pensamento, e levantar-se em rebelião aberta contra ela. O que leva uma pessoa a fazer tudo isso, a abandonar a fé bíblica, seguir a heterodoxia, renegar os valores morais do cristianismo e pregar a liberação total?

Não pretendo entrar aqui na delicada questão acerca da salvação do apóstata. Talvez noutro post eu tente esclarecer os motivos para acreditar que um apóstata, no sentido real da palavra, nunca foi verdadeiramente salvo. Creio na perseverança final dos santos, dos eleitos.

O que eu gostaria é de inquirir acerca dos motivos que levam uma pessoa a abandonar a fé histórica do Cristianismo, após ter pregado e defendido essa fé por muito tempo. É evidente que não poderei inquirir aqui sobre os desígnios misteriosos de Deus. A minha inquirição é apenas psicológica, espiritual e teológica.

O Novo Testamento nos dá vários motivos pelos quais as pessoas se desviam da fé. Na parábola do semeador, lemos acerca dos que creram por um tempo e depois se desviaram, por causa dos cuidados desse mundo e por causa das perseguições que começaram a experimentar por causa do Evangelho. São aqueles que não acolheram sinceramente a verdade para serem salvos. A eles, o próprio Deus envia a operação do erro e da mentira (2Ts 2.9-11). Há também os que, depois de algum tempo, passaram a dar ouvidos a doutrinas de demônios (1Tm 4.1). Outros, se desviaram da fé para professar uma doutrina que acharam que era mais intelectual (1Tm 6.20-21). Com mais freqüência, há os que foram levados pela cobiça, como Judas, Balaão e Demas, que amou o presente mundo. A demora, a relutância, a indolência e a negligência em romper definitivamente com o pecado e o erro são causas prováveis de apostasia, conforme o autor de Hebreus ensina em toda a sua carta. Ele avisa que a dureza de coração e a incredulidade são capazes de afastar alguém do Deus vivo (Hb 3.12-13).

Em resumo, os motivos externos são vários: amor ao dinheiro, orgulho, problemas morais não resolvidos, vaidade intelectual, falta de coragem para assumir a verdade e desejo de novidades. A raiz de tudo isso, ao meu ver, é a falta de um coração regenerado, um motivo que os autores bíblicos estão sempre prontos a admitir.

O apóstata pode permanecer muitos anos na igreja e no ministério cristão sem jamais revelar a apostasia que já aconteceu em seu coração. Outros, assumem a apostasia e rompem abertamente com a fé cristã histórica, e geralmente adotam outras doutrinas que mesmo aparecendo com cara de novas e revestidas de respeitabilidade intelectual, nada mais são que as velhas heresias teológicas e morais que a Igreja já enfrentou ao longo dos anos. Eu não me espantaria se por detrás dos grandes desvios teológicos da história encontrássemos pecados não resolvidos, orgulho, vaidade intelectual, soberba, dureza de coração e – obviamente – corações não regenerados. É claro que nunca saberemos ao certo. A história não registra essas coisas que sempre são abafadas, escondidas e quase nunca declaradas.

Até onde entendo, só há uma coisa que mantém o cristão na verdade: o temor a Deus, a humildade e um coração quebrantado. Os que verdadeiramente se humilham diante de Deus e tremem de sua Palavra, mesmo que errem em pontos secundários, que caiam eventualmente em pecados, jamais se afastarão definitivamente de Deus e da sua palavra. O verdadeiro crente não pode mais abandonar a Deus. Nem que queira. Nem que em momentos terríveis diga a Deus que nunca mais o servirá. Ele acaba voltando. O apóstata vence essa barreira. Ele consegue passar o limite. Ele consegue pular a cerca. Ele não receia o que poderá acontecer. Pois no fundo ele realmente não acredita.

A apostasia é uma realidade muito mais presente nos meios evangélicos brasileiros do que se deseja perceber. O falso conceito de tolerância, o relativismo, a falta de convicções doutrinárias, o liberalismo teológico travestido de ciência, tudo isso favorece um quadro cinza e enevoado onde os contornos do verdadeiro Cristianismo não são percebidos com clareza. À noite, todos os gatos são pardos.

Fonte: Facebook

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Você tem razão

julho - 29 - 2014 0 Comentário

voce-tem-razaoEd René Kivitz

Um rabino recebeu dois homens que o procuraram para arbitrar sua demanda. Após ouvir sua queixa, o rabino disse ao primeiro homem: “Você tem razão”. Ao ouvir a réplica do segundo querelante, disse: “Você tem razão”. Os dois homens foram embora desapontados e furiosos com o rabino.

Quando o rabino voltou para a sala após despedir-se dos homens, Sara, sua esposa, muito respeitosamente perguntou a ele como poderia ser que dois homens com versões e opiniões tão divergentes poderiam ter razão ao mesmo tempo.

O rabino dirigiu a ela um olhar compreensivo e disse: “Você tem razão”.

Fonte: Facebook

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trabalho-bencao-ou-castigoWilliam Douglas

Muitas pessoas dizem que se ganhassem na loteria a primeira coisa que fariam seria parar de trabalhar. O que essas pessoas não sabem é que, em menos de dez anos depois da “sorte grande”, mais da metade dos ganhadores de loteria ficam em situação financeira ainda pior do que a que estavam antes de ganhar. Outra coisa que não sabem é que não adianta receber muito dinheiro sem saber geri-lo ou aplicá-lo. Em Provérbios 17.16 é possível encontrar uma mensagem que se encaixa perfeitamente a essa situação: “Para que serve o dinheiro na mão do insensato? Para comprar a sabedoria? Ele não tem critério.”

A ideia de que trabalho é castigo pode vir da interpretação equivocada da Bíblia. Ou, pelo menos, da falta de ler o resto da Bíblia! Alguém pode ler no livro de Gênesis que Adão pecou e, a partir de então, teve de trabalhar e ganhar o pão com o suor de seu rosto. Em seguida, conclui que o trabalho foi o castigo pelo pecado, logo, o trabalho é ruim, é um castigo de Deus para a humanidade. O que essas pessoas esquecem é que, antes do pecado, Adão já trabalhava (Gênesis 2.15).

A verdade é que, infelizmente, tem muita gente que não gosta trabalhar. Salmos 128 faz referência ao trabalho em um contexto de bem-aventurança e felicidade. Já Paulo, diz que quem não trabalhar não deve comer, não se referindo a quem não pode trabalhar, claro, mas a quem é preguiçoso.

Temos um Deus que trabalha para nós no “turno da noite”. Costumamos dizer que quando estamos acordados, devemos trabalhar juntos com Deus. Jesus deu o exemplo do trabalho até quando lavou os pés dos discípulos, mostrando o conceito de que devemos servir. Segundo ele ensinou: maior é quem serve a muitos. Nunca vimos ninguém que sirva de boa vontade, que ajude, que seja útil e que, por isso, deixa de crescer profissionalmente.

O livro de Provérbios, escrito pelo Rei Salomão, destacado por seus conhecimentos em várias áreas da ciência, alerta repetidas vezes contra a preguiça. Um homem abençoado por Deus, que teme ao Senhor, vai viver exatamente do seu trabalho, sem preguiça, sem protelar, sem adiar. Viva, portanto, do seu próprio trabalho. Não dependa dos outros, não importa se é do governo, de um parente, de uma pessoa que o ajude. Seja sustentado por seu trabalho. Contudo, o que diria para o ateu, visto que não acredita em Deus? Os que seguem os princípios que se referem ao supracitado texto bíblico têm êxito independente de sua crença.

Como ter certeza disso? No mundo empresarial, político, religioso, e em todas as relações intrapessoais, os que alcançam posições destacadas, gozam de credibilidade e se mantém no topo são aqueles que seguem alguns atributos reconhecidamente valiosos, eficazes e efetivos e que dão a garantia de continuidade. Se fôssemos elencar alguns desses atributos, chegaríamos, com algum consenso, que a integridade, perseverança, disciplina, determinação, verdade, honestidade, capacitação etc. são necessários para que se alcance posições de alto nível e se mantenha nela. Esses atributos são todos defendidos na Bíblia.

Portanto, não encare seu trabalho como castigo, mas como uma oportunidade de agradar Deus e retornar para a sociedade bons frutos.

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