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Um amor que permanece

fevereiro - 26 - 2015 0 Comentário

a essência das cinco linguagens do amor

Por Gary Chapman em A essência das cinco linguagens do amor


Descobrir a primeira linguagem do amor de seu cônjuge é essencial para que o reservatório de amor dele se mantenha abastecido. Antes, porém, certifique-se de que você conhece sua própria linguagem do amor. Depois de ler sobre as cinco linguagem do amor…

  • Palavras de afirmação
  • Tempo de qualidade
  • Presentes
  • Atos de serviço
  • Toque físico

… algumas pessoas imediatamente identificarão sua linguagem primordial, bem como a de seu cônjuge. Para outras, não será tão fácil. Qual é a sua principal linguagem do amor? O que faz você se  sentir mais amado (ou amada) por seu cônjuge? O que deseja acima de tudo?

Sugiro três maneiras de descobrir sua linguagem principal:

1. O que seu cônjuge faz ou deixa de fazer que o(a) magoa profundamente? O oposto daquilo que mais o(a) magoa é, provavelmente, sua linguagem do amor.

2. O que você tem pedido com mais frequência a seu cônjuge? Aquilo de que você sente falta é, provavelmente, o que o(a) faz sentir-se mais amado (ou amada).

3. De que forma você costuma expressar amor a seu cônjuge? Seu modo de expressar esse amor pode ser uma indicação de que isso também faria que você se sentisse mais amado (ou amada).

O amor é uma questão de escolha

Como podemos falar a linguagem de amor um do outro quando estamos cheios de  mágoa, raiva e ressentimento pelos erros cometidos? A resposta a essa pergunta reside na essência da natureza humana.

Fomos criados para fazer escolhas. Isso significa que temos a capacidade de escolher mal, o que todo mundo já fez em algum momento. Já dissemos coisas rudes e fizemos muitas coisas que magoaram.

Não nos sentimos orgulhosos por essas escolhas, embora talvez parecessem justificadas no momento. Escolhas ruins do passado não significam escolhas ruins no futuro. Ao invés disso, podemos dizer: “Perdoe-me. Sei que feri você, mas quero ser diferente daqui para frente. Quero amar você na sua linguagem. Quero suprir as suas necessidades”. Tenho visto casamentos resgatados da beira do divórcio quando os casais optam por se amar.

O amor não apaga o passado, mas torna o futuro diferente. Quando escolhemos expressar o amor efetivamente  na principal linguagem de nosso cônjuge, criamos um clima emocional em que podemos lidar com nossos conflitos e erros do passado.

Suprir as necessidades de amor de minha esposa é uma escolha que faço a cada dia. Se eu conheço sua linguagem primordial do amor e decido expressá-la, sua necessidade emocional mais profunda será atendida e ela se sentirá segura de meu amor. Se ela faz o mesmo por mim, minhas necessidades emocionais são supridas e nós dois vivemos com o reservatório abastecido. Em estado de satisfação emocional, os dois usarão a energia criativa para realizar vários projetos fora do casamento, ao passo que continuam a manter o casamento vibrante e em desenvolvimento.

A maioria das pessoas faz muitas coisas todos os dias que não são “naturais” para elas. Para alguns, é levantar-se bem cedo pela manhã. Eles enfrentam seu  sentimento e saem da cama. Por quê? Porque acreditam haver algo que valha a pena fazer naquele dia. E normalmente, antes que o dia termine, eles se sentem bem por terem levantado. Suas ações tiveram precedência sobre suas emoções. O mesmo acontece no amor.

Descobrimos a linguagem primordial de amor do cônjuge e decidimos expressá-la, seja ela natural ou não para nós. Não estamos reivindicando sentimentos vibrantes, aconchegantes. Estamos simplesmente optando por essa linguagem para o benefício do cônjuge. Queremos suprir suas necessidades emocionais e damos o passo de falar sua linguagem do amor. Ao fazer isso, o reservatório emocional do cônjuge fi ca abastecido, e é provável que ele responda falando a sua linguagem. Quando age assim, nossas emoções voltam, e nosso reservatório começa a se encher.

O amor é uma escolha. E cada parceiro pode começar o processo hoje.

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fidelidade

Por Alda Fernandes em Bíblia de estudo desafios de toda mulher


Rute foi fiel a seus valores, a despeito dos benefícios pessoais que poderia obter ao abandonar Noemi. A mulher moabita priorizou a aliança que tinha estabelecido com a família de seu falecido marido e acabou recompensada por Deus — ingressando, inclusive, na linhagem de Jesus.

Para entender a fidelidade é necessário conhecer sua essência. No latim, fidelitate significa constância nos sentimentos e observância da verdade. Fidelidade também implica em confiança — do latim cum, “com”, e fides, “fé”. É a confiança entre indivíduos (casais, amigos, sócios, familiares), confiança em elementos abstratos (na lei, em processos, conceitos, liderança) e confiança no âmbito espiritual (entre criatura e Criador).

Na parábola do administrador astuto (Lc 16), Jesus mostra que não há “meia fidelidade”: ou a pessoa é fiel ou não é. “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito”, disse o Mestre. Com isso em mente, nos perguntamos: em dias de tanta individualidade, como é possível a mulher se manter fiel a Deus, ao marido, aos valores, à família, aos amigos?

Fidelidade implica em pensar no outro e considerar os valores nos quais cremos. Se Rute pensasse só nela, talvez fizesse outra escolha que não permanecer com Noemi. Todavia, pensou no próximo e considerou os valores que tinha aprendido a construir e respeitar. Frequentemente esses valores são ameaçados por vilões da fidelidade, entre eles:

• Legitimação do direito individual a qualquer preço. O espírito de nossa época diz: “Eu quero ser feliz”, “Eu tenho o direito de me realizar”, “Eu preciso pensar em mim”, “Meus sonhos em primeiro lugar”. O outro ocupa um lugar secundário, a prioridade é o ego — o que gera egocentrismo e egoísmo.

• Consumismo desenfreado. Apoiado pela propaganda, cria e incentiva os desejos, o que leva a pessoa à escravidão das próprias vontades. Com a aquisição de bens, a mulher espera alcançar o status de linda, amada e respeitada. O resultado é desequilíbrio financeiro, frustração, brigas, menosprezo pelas causas sociais e indiferença pelo outro. É a desvalorização do ser em função do ter.

• Erotismo voltado ao prazer imediato. A sensualidade sadia que fortalece a intimidade do casal é ameaçada pelo erotismo desmedido, que alcança adeptos cada vez mais jovens — meninas nos primeiros anos de vida já fazem caras e bocas, dançando diante da plateia familiar, que aplaude. A mulher aprende a usar a sexualidade para manipular. O sexo é banalizado.

• Relativização. Cada vez mais, as pessoas justificam seus comportamentos errados. A diferença entre Davi e muitos adúlteros é que Davi chamou seu erro de pecado, arrependendo-se diante de Deus e do mundo. Davi não tentou explicar, justificar, mitigar. Uma vez confrontado, disse apenas “Eu pequei”. O certo e o errado se aproximam de uma linha tênue, o que cria síndromes como a de Robin Hood (roubar de ladrão não é errado) e a de Don Juan (trair por amor não é errado).

• Autossuficiência. É viver sem normas, sem interação conjugal, familiar ou social. É viver sem Deus. “Eu dito minhas regras, eu me basto” é a máxima do autossuficiente. Ninguém tem nada para lhe acrescentar. Ninguém é importante.

Fidelidade é antes de tudo uma escolha que precisamos fazer diariamente. Você escolhe ser fiel. Fidelidade é depositar fé nos seus valores; respeitar compromissos; ter ciência de seus erros e saber pedir perdão; lutar pela própria felicidade sem ignorar o outro. Fidelidade é respeitar a si mesma, seus valores e quem ama você.

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perseguição religiosa

Por Paul Marshall, Lela Gilbert e Nina Shea em Perseguidos


 

A maior parte da perseguição aos cristãos surge de uma entre três causas possíveis. A primeira é a fome por controle político total, exibida pelos regimes comunistas e pós-comunistas. A segunda é o desejo de preservar o privilégio hindu e budista, como fica evidente no sul da Ásia. A terceira é o desejo de dominação religiosa do islamismo radical que, no momento, gera uma crescente crise global.

Atentaremos primeiramente para os países comunistas restantes e seus primos sinistros, os países pós-comunistas. Os regimes comunistas, que em geral são oficialmente ateus, tentaram em seus dias de glória erradicar a religião. Para isso, exterminaram milhões de religiosos. Desde então, recuaram para uma política opressiva de registro, supervisão e controle. Os que não são controlados são enviados para prisões comuns ou de trabalhos forçados, ou simplesmente confinados, maltratados e por vezes torturados. Esses regimes ainda são a maior fonte de perseguição a cristãos, simplesmente porque têm a maior parte dos residentes cristãos (especialmente no caso da China). O comunismo também reina no país que é hoje o mais intenso perseguidor de cristãos: a Coreia do Norte.

Na China, de modo geral, os cristãos têm permissão de se reunir dentro das paredes da igreja, mas não o direito de escolher seus líderes, fornecer educação religiosa a seus jovens ou publicar e difundir sua fé livremente. As procissões religiosas tradicionais são proibidas e dispersadas com violência. Na Coreia do Norte, os cristãos são executados ou enviados para campos de trabalho forçado por crimes como posse de Bíblia.

Analisaremos a seguir as regiões em que alguns hindus ou budistas igualam sua religião à natureza e ao significado de seu país. Qualquer outra fé representa ameaça. Como consequência, perseguem tribos e religiões minoritárias e, não raro, os cristãos. Não desejamos retratar erradamente os pacíficos seguidores que constituem a maioria de seus fiéis. Contudo, é importante perceber que hindus e budistas nem sempre renunciam à violência.

A Índia possui enorme quantidade de violência religiosa. Boa parte ocorre numa atmosfera de impunidade. Os países hindus e budistas que causam maior preocupação, incluindo Sri Lanka, Nepal e Butão, estão concentrados no sul da Ásia.

Analisaremos por fim as dezenas de países nos quais os muçulmanos formam a maioria da população. Embora os países comunistas restantes persigam sobretudo os cristãos, é no mundo muçulmano que a perseguição é agora mais ampla, intensa e ameaçadoramente crescente. Extremistas muçulmanos expandem sua presença e às vezes exportam sua repressão a qualquer outro tipo de fé.

Talvez não haja exemplo mais tocante e simbólico de um ataque islâmico ao cristianismo que o bombardeio a uma igreja cheia de adoradores. Nos últimos anos, vimos o aumento de tais ataques a igrejas no Iraque, no Egito e na Nigéria. Os bispos católicos da Nigéria relatam que mais de uma centena de indivíduos, na maioria católicos, foram mortos ou feridos em bombardeios coordenados no Natal de 2011. O Iraque viu pelo menos setenta bombardeios a igrejas em oito anos, todos cometidos por radicais islâmicos.

As pessoas são visadas em muitos países pela escolha de se tornar cristãs, mas isso acontece cada vez mais no mundo muçulmano. Entre esses alvos de violência numa horrível escala estão as jovens e crescentes igrejas da Nigéria e do sul do Sudão, vistas como ameaça à hegemonia muçulmana. Indivíduos que abandonam o islã, como o pastor Youcef Nadarkhani no Irã, estão particularmente sob risco de serem mortos ou severamente punidos, tanto pelo governo como por elementos extremistas dentro da sociedade, em partes significativas do mundo muçulmano. São denunciados como apóstatas.

Mesmo igrejas históricas, como as igrejas da Caldeia e da Assíria, no Irã, ambas com dois milênios de existência, e a Igreja Copta do Egito, sofrem intensa ameaça neste momento. O crescimento dos salafistas e de outros movimentos muçulmanos extremamente intolerantes, afetando tanto a tradição xiita como os sunitas, transforma o momento atual numa época especialmente perigosa para ser cristão em alguns países, seja como convertido, seja como alguém já nascido na fé. Como disse o cardeal Christoph Schoenborn, de Viena, em nossa conferência sobre a Primavera Árabe em 2012: “Seria uma ferida profunda perder o próprio berço do cristianismo e sua terra de origem”.

Outros países, como a Arábia Saudita e o Afeganistão, são tão repressivos que nenhuma igreja tem permissão de existir, embora haja cristãos ali. Os milhões de cristãos nesses países, incluindo alguns convertidos molestados e presos com frequência, precisam esconder sua fé e buscar proteção e discrição de embaixadas fortificadas para que possam orar em comunidade. Enquanto escrevemos, o grande mufti da Arábia Saudita, figura de autoridade religiosa apontada pelo rei e apoiada pelo Estado, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região”.15 Eles estão entre os Estados mais intolerantes do mundo. O capítulo 6 cobre as duas maiores fontes do islã radical e repressivo: Arábia Saudita e Irã.

Por fim, existem países em regime de segurança nacional, como Mianmar e Eritreia, que não se encaixam em nenhum dos padrões apresentados. Também não é fácil categorizar a Etiópia, um país de maioria cristã. Mianmar talvez possa ser abordado com um exemplo de repressão budista: o governo tentou se esconder no budismo ao mesmo tempo que persegue budistas. Contudo, é melhor entendido simplesmente como um regime onde as forças armadas procuraram preservar sua posição usando todos os meios necessários.

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Por que Deus ofereceria graça antes de precisarmos dela?

Por Max Lucado em Deus está no controle


Não devemos enxergar a graça como uma provisão feita depois de a lei ter fracassado. A graça foi oferecida antes de a lei ser revelada. De fato, a graça foi oferecida antes de o homem ter sido criado!

Deus pagou um resgate para livrar vocês do caminho que seus antepassados tentaram seguir para chegar ao céu, e o resgate que ele pagou não foi simples ouro ou prata, como vocês sabem muito bem, mas o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha. Deus o escolheu para esse propósito muito antes da criação do mundo, mas ele manifestou isso publicamente, nestes últimos dias, como uma bênção para vocês. (1Pedro 1.18-20, NBV)

Por que Deus ofereceria graça antes de precisarmos dela? Que bom que você perguntou. Vamos voltar pela última vez ao cartão pré-pago que meu pai me deu. Já mencionei que passei vários meses sem precisar dele? Mas quando precisei, eu realmente precisei. Sabe, eu queria visitar um amigo em outra universidade. Na verdade, o amigo era uma moça de outra cidade, distante seis horas dali. Num impulso, matei as aulas da sexta-feira e saí. Sem saber se meus pais aprovariam, não pedi a permissão deles. Como saí com pressa, esqueci-me de pegar dinheiro. Fiz a viagem sem o conhecimento deles e com uma carteira vazia.

Tudo foi muito bem até que bati na traseira de um carro na viagem de volta. Usando um pé de cabra, soltei o para-choque da roda da frente de modo que o carro pudesse ser empurrado até um posto de gasolina. Ainda me lembro do telefone público que usei no frio do outono. Meu pai, que achava que eu estava no campus, aceitou minha ligação a cobrar e ouviu minha narrativa. Não havia muita coisa do que me orgulhar na minha história. Eu havia viajado sem o conhecimento dele, sem nenhum dinheiro, e ainda bati o carro.

“Bem”, disse ele, depois de uma longa pausa, “essas coisas acontecem. É por isso que lhe dei o cartão. Espero que você tenha aprendido a lição”.

Aprendi a lição? Certamente que sim. Aprendi que o perdão do meu pai antecedeu meu erro. Ele me dera o cartão antes da batida, na eventualidade de que alguma coisa pudesse acontecer. Ele havia se prevenido em relação ao meu erro antes que eu o cometesse. Preciso dizer que Deus fez o mesmo? Por favor, entenda: meu pai não queria que eu batesse o carro. Ele não me deu o cartão para que eu pudesse bater o carro. Mas ele conhecia seu filho. E ele sabia que seu filho um dia precisaria de graça.

Por favor, entenda: Deus não deseja que pequemos. Ele não nos deu a graça para que pecássemos. Mas ele conhece seus filhos. “[Deus] forma o coração de todos, […] conhece tudo o que fazem” (Sl 33.15). “Ele sabe do que somos formados” (Sl 103.14). E ele sabe que, um dia, precisaríamos de sua graça.

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